O PROLETARIADO NA ERA DIGITAL: O CAPITALISMO DE VIGILÂNCIA E A EXAUSTÃO DA CLASSE TRABALHADORA NA INDÚSTRIA FLEXÍVEL NEOLIBERAL
Palavras-chave:
Indústria 4.0;, Capitalismo de vigilância;, Precarização;, Trabalho digno;Resumo
É inegável a corrida produtiva que os trabalhadores estão submetidos nos últimos 40 anos, consequência da produção acelerada que a Indústria 4.0 exige. A revolução tecnológica tornou possível a expansão relevante das tecnologias digitais, fazendo surgir novos dilemas para a classe trabalhadora, em razão de um mercado cada vez mais flexível. Nessa perspectiva, o presente artigo discute a formação do novo proletariado na era digital e como a classe trabalhadora suporta a precarização e degradação do trabalho típica dessa flexibilidade, que é aparentemente mais “participativa”, com traços de reificação ainda mais interiorizados, com seus mecanismos de “envolvimentos” e “metas”. Analisa esses fenômenos numa transição entre a sociedade da disciplina -Foucault, do controle -Deleuze e, hoje, do desempenho. Por fim, consideramos que há a construção de um projeto político mundial de flexibilização dos direitos trabalhistas, afastando a efetivação do direito ao trabalho digno, que afeta não somente materialmente, mas a possibilidade de se reconhecer como classe e construir laços coletivos de resistência. O trabalhador na indústria 4.0 é isolado, individualizado e solitário.
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